“Inovar em parceria”: Projeto Intelligent4DMoulds

 

 

 

 

 

 

João Mendes. Diretor de Produção da ASG

 

O projeto Intelligent 4D Moulds é um projeto essencial para o crescimento e transformação de uma das empresas de moldes mais antigas do setor.

Se, por um lado, o projeto permite a investigação e implementação de tecnologias avançadas no âmbito da digitalização e na exploração de tecnologias de realidade aumentada para fomentar a competitividade desta indústria tradicional e da economia nacional, por outro, permite que a empresa A. Silva Godinho se abra a novos e modernos processos e metodologias de IDI.

 

O projeto teve duas grandes áreas de desenvolvimento, sendo uma delas o controlo dimensional de peças obtidas por maquinagem e a outra área, a digitalização e interligação da comunicação com o cliente. O promotor líder ASG  A. Silva Godinho é uma das empresas mais antigas do setor de “Engineering&Tooling” português, estando em atividade desde 1964. O seu principal segmento de negócio é o fabrico de moldes para a indústria automóvel, sendo a sua produção praticamente toda destinada à exportação.

O grande desafio deste projeto foi a necessidade de interligação entre equipas com background e conhecimento técnico-científico totalmente diferente dos existentes na empresa. O diálogo e a troca de informação nem sempre é fácil quando os elementos constituintes da equipa de projeto têm conhecimentos tão dispares.

 

Foto: Instalações ASG. Projeto Intelligent 4D Moulds. Tecnologias de Realidade Aumentada.

 

É possível medir o impacto deste projeto de diversas formas. Em primeiro lugar foi um dos primeiros projetos de I&DT no setor a abordar temas como a indústria 4.0 e a digitalização de processos, bem como a utilizar realidade aumentada e realidade virtual para facilitar a comunicação de e para o cliente. De realçar que o segmento de mercado onde a A. Silva Godinho opera é o exigente mercado da indústria automóvel, que se rege por ser muito conservador no que toca à troca de informação com o fornecedor.

 

Outra forma de medição de resultado é o impacto estimado que o projeto tem na empresa. O direto é, com a implementação industrial dos desenvolvimentos, um aumento na produtividade de cerca de 15% nos processos de corte por arranque de apara em particular da fresagem de elétrodos. O indireto com a implementação de práticas de I&D decorrentes da execução do projeto, com o Networking e com a implementação de uma estratégia de evolução da prática de I&D da empresa.

É de realçar que uma PME portuguesa não tem capacidade de desenvolver um projeto desta tipologia isoladamente. Tem de ter apoio e intervenção de entidades empresariais e não empresariais para levar a bom porto os desenvolvimentos.

As tecnologias em causa, são de tal modo inovadoras e diferentes do que a empresa está habituada que, para desenvolver com sucesso um projeto tão ambicioso necessita de ter apoio de uma entidade isenta da lógica empresarial. É esse o papel dos centros de interface tecnológicos, apoiando as empresas no desenvolvimento e aplicação de tecnologias inovadoras aos seus produtos e processos, tornando o tecido empresarial português mais forte e inovador.

 

Na sua área de atuação, o CCG – Centro de Computação Gráfica é reconhecido como um exemplo e como uma referência nacional para apoio às empresas portuguesas.

 

 

Consórcio:

  • A. Silva, Godinho & CA LDA (Promotor líder);
  • Arqtech
  • CCG – Centro de Computação Gráfica

 

Intelligent 4d Moulds (projeto nº 33625) foi financiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) através do Programa Operacional Competitividade e Internacionalização (COMPETE 2020).