Saiba o que pode ver (e fazer) no Centro Ciência Viva de Guimarães

Cerca de duas dezenas de módulos de sete áreas do conhecimento diferentes ocupam o espaço físico das antigas instalações da Fábrica Âncora, em Couros, onde está situado o Centro Ciência Viva de Guimarães – Curtir Ciência, em funcionamento desde esta sexta-feira, 18 de dezembro, depois de ter sido inaugurado por Domingos Bragança, Presidente do Município de Guimarães, Maria Fernanda Rollo, Secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Rosalia Vargas, Presidente da Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica e António M. Cunha, Reitor da Universidade do Minho.

Aberto ao público durante seis dias da semana, entre as 10 e as 18 horas, encerrando apenas à segunda-feira, o Centro de Ciência Viva de Guimarães permite observar, no local, vestígios da manufatura das peles nos tanques e conhecer o processo de curtimenta na Zona de Couros, através da sua arquitetura, da relação do seu traçado urbano com o rio e da sua toponímia. O “Curtir Ciência”, uma alusão direta à tradição dos curtumes, é o 20º Centro a integrar a Rede Ciência Viva num edifício ícone da tipologia construtiva de Couros, marco da arquitetura pré-industrial, que tem agora uma segunda vida num moderno centro de ciência e tecnologia, com exposições interativas e uma programação intensa para crianças e adultos.

Couros, espaço de conhecimento

Compreender a construção civil de uma ponte, verificar a temperatura da superfície do próprio corpo, conceber e montar um robô, medir o nível sonoro e o respetivo espectro de frequência do som produzido, simular uma comunicação espacial para Marte, vestir a pele de um astronauta a bordo de uma nave espacial, telecomandar um veículo lunar com base em imagens que a viatura transmite, saber a importância da elasticidade na frequência de oscilação do sistema massa-mola ou produzir um porta-chaves reciclado com materiais obtidos de uma garrafa de plástico são algumas das atividades que podem ser efetuadas num dos edifícios mais antigos de Guimarães, agora reabilitado pela Câmara Municipal.

«A recuperação deste imóvel contribui para a nossa candidatura de extensão da área classificada pela UNESCO, soma História e Património e permite-nos comunicar conhecimento e ciência. Que toda a comunidade educativa de Guimarães, da região e do país seja beneficiária deste Ciência Viva», afirmou Domingos Bragança, Presidente do Município de Guimarães, que propôs a criação de módulos relacionados com a sustentabilidade ambiental no local situado entre o Centro de Ciência Viva e o edifício do Instituto de Design. «Vamos trabalhar para termos novas valências, no domínio do ambiente e da qualificação do território, para que este espaço de excelência fique mais completo», sugeriu.

Maria Fernanda Rollo, Secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, destacou o edifício como «síntese deslumbrante» que permite ter uma «ciência com identidade, aliando o passado ao futuro», considerando serem «raras as Autarquias que respeitam e levam tão a sério a preservação do seu património». Rosalia Vargas disse que o Centro de Guimarães «enriquece grandemente a Rede de Ciência Viva, enquanto espaço vivo, com uma moderna museologia, aberto à curiosidade e que desperta o desejo de voltar». António M. Cunha, Reitor da Universidade do Minho, demonstrou a sua «enorme alegria» na concretização do projeto «idealizado há uma década», numa cidade que, na opinião do professor António Pouzada, «contribui para a preservação da memória e do património arquitetónico e científico».

Fonte: Correio do Minho

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