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A Câmara de Braga está a desenvolver um “projeto de mobilidade pioneiro”, o ‘BSmartMob’, que prevê implementar um “troço de piso inteligente” na cidade tornando a rua um espaço o “mais inclusivo e sustentável possível”.

Aquele projeto, apresentado a 26 de abril, prevê transformar a rua que liga a Rotunda Santos da Cunha e a Rotunda da Estação de Comboios da CP (cerca de um quilometro de extensão) num “laboratório vivo” onde serão testados e desenvolvidos “semáforos inteligentes e passadeiras inteligentes” e soluções de piso capazes de “gerar energia”.

O ‘BSmartMob’ terá um custo estimado de cinco milhões de euros, sendo que a autarquia, em consórcio com outras entidades, está a desenvolver a candidatura daquele projeto à ‘Urban Innovative Actions’, uma linha de financiamento direta da União Europeia (que poderá financiar 80% da empreitada).

“Trata-se de um projeto cuja principal característica diferenciadora é o facto de reunir a investigação de excelência do INL, do CCG e dos centros de investigação da UM, com os produtos inovadores das empresas associadas, NOS, Siemens, UOU e Sernis. Esta junção entre investigação e tecnologia, aplicada de modo experimental num território que podemos considerar um laboratório vivo, permitirá certamente a criação de soluções inovadoras, que poderão, no futuro, ter uma abrangência mais alargada”, explicou na apresentação do ‘BSmartMob’ o vereador da Mocidade da autarquia de Braga, Miguel Bandeira.

Segundo uma das responsáveis pelo projeto, a arquiteta da autarquia Fátima Pereira, a referida rua “vai ter nas passadeiras sensores que vão permitir que um peão quando chega a uma passadeira não tenha que carregar no botão para alterar para o sinal para verde, as lombas e passadeiras vão mudar de cor com aproximação do peão e do automóvel”, exemplificou.

Alterações que, disse, vão promover a inclusão e a segurança: “O objetivo é tornar o espaço o mais inclusivo, o mais sustentável e o mais inteligente possível, testando no terreno tudo o que está em laboratórios”, referiu.

Além das passadeiras e dos semáforos inteligentes, outra inovação estará no piso daquele troço.

“A Universidade do Minho vai testar três tipos de pisos com produção de energia, seja pela passagem de carros, seja energia solar, seja pela passagem dos peões. As passadeiras vão dar origem à produção de energia que vai alimentar os semáforos e isto tudo”, explanou Fátima Pereira.

Com este projeto a autarquia pretende ainda “promover uma mobilidade sustentável no território, implementar uma gestão mais inteligente da cidade e promover o trabalho em rede entre município, instituições de investigação e parceiros empresariais para encontrar soluções de ponta que venham a melhorar a qualidade de vida da população e que, ao mesmo tempo, tenham implicações económicas bastante positivas para o concelho”, apontou o presidente da autarquia, Ricardo Rio.

O início das alterações naquele troço de via está previsto para 2018.


Fotos: Câmara Municipal de Braga [ver galeria]

Fonte: Diário de Notícias

26/04/2017

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  1. image: HeritageCARE project

 

The European project HeritageCARE is part of the Interreg-SUDOE initiative and aim at implementing a sustainable and integrated methodology to preserve and maintain our historical and cultural heritage. Part of this initiative, we are investigating to find what virtual and augmented reality can do for us.

Let us focus first on virtual reality (VR) and understand what it is. VR is an artificial environment that is created with software and presented to the user in such a way that he suspends belief and accepts it as a real environment. The last part is the most important; immersion is the key to define VR. This immersion factor is what leads VR to be such a good medium when it comes to training, education or interactive story. Therefore, we can build digital copy of buildings to allow anyone to see it from any place at any time. This could lead to a new dimension to share our heritage.

Therefore, we can build digital copy of buildings to allow anyone to see it from any place at any time. This could lead to a new dimension to share our heritage.

 

On top of the recreational aspect of being able to visit those monuments from the comfort of our home there is also preservation at stake. Indeed historical places are destroyed on a regular basis due to natural causes such as time, climate change, floods, earthquakes but also human activity like war, arson and urban sprawls. VR will not stop those unfortunate actions from happening but will allow visiting those buildings even after such fate happened. Companies like CyArk[1] have been created towards this unique goal of creating buildings’ digital copy before they receive any severe injury.

The principle to generate 3D model of a building is a mature process and lead to satisfactory result. First, a point cloud acquisition of the building is performed usually using a combination of time of flight scanner, robust at long distance and to detect plan, and photogrammetry, good at detecting edges and corner. From this point cloud a mesh as to be created using triangulation technics to connect the dots. Then texture is added to the model by superimposing photo of the building over the mesh[2]. Finally, the 3D object can be integrated to a VR engine, which add virtual lights, movement and interactivity to complete the VR experience.

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image 2: process  used to digitalize buildings

Now, let us shift our interest towards augmented reality (AR) and more generally towards mixed reality (MR). AR is the ability to display additional contextualized information on top of the real environment. However, the experience can be pushed further by allowing real world interaction to affect virtual object this is why the term mixed reality started to emerge since there is a cohabitation between the real and virtual environment.

 

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image 3: Reality–virtuality continuum

 

For the HeritageCARE project, Microsoft HoloLens will be used to generate MR experience, which is the top players in its category. For a long time MR where mostly used through cameras of our portable devices such as phones and tablets but true MR is to be experienced through glasses where your vision of the world is not a video and your hands remain free. On top of that, the HoloLens bring voice and simple gesture recognition, which makes it an ideal hardware for our needs. However, it is important to remember we are in presence of the first development version. Therefore, limitations are to take into consideration, such as small field of view, limited battery life and impossibility to see virtual object close up. All of that will undoubtedly getting better in the future generations.

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image 4. HoloLens: Microsoft Press tool pictures.

MR will allow the user to superimpose the virtual mesh to the real building, allowing direct interaction with each parametric object of the BIM on the fly…

Main use case of the HoloLens for the HeritageCARE project is to ease and increase efficiency of building inspectors. Especially at the service management level 3 where the Building Information Modelling (BIM) will be used. MR will allow the user to superimpose the virtual mesh to the real building, allowing direct interaction with each parametric object of the BIM on the fly, accessing past inspection data and saving the new one. In addition, if small maintenance tasks has to be performed, AR assistance can be develop for simple task and in case additional knowledge is required, AR remote assistance may be used. This will allow an experimented user to connect to the HoloLens to see inspectors’ vision and display contextual information to help them completing their task.

All of this is exciting and I am sure we will discover new way of helping inspectors and owners in our quest of preserving and maintaining our historical and cultural heritage. If you are interested in the HeritageCARE initiative, do not hesitate to follow and share our Facebook page or visit our website (under construction) to follow our progress.


» Facebook page

» web: http://heritagecare.eu


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Adrien Fonnet

Adrien Fonnet is graduated from the French engineering school, Arts et Metiers, and a master research in 3d visualization. Currently working as part of the CCG/cVIG team, in particular on the HeritageCARE initiative. In parallel, he is conducting a thesis on Augmented Reality Smart Assistance part of the MAPi doctoral program in computer science. His interest focus on augmented reality, virtual reality and human computer interaction.


[1] http://www.cyark.org/

[2] MURPHY, Maurice, MCGOVERN, Eugene, et PAVIA, Sara. Historic building information modelling (HBIM). Structural Survey, 2009, vol. 27, no 4, p. 311-327.

 

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“1st European Conference on Connected and Automated Driving” reúne os maiores stakeholders da indústria automóvel ! Este evento, organizado pela Comissão Europeia, decorrerá nos dias 3 e 4 de abril e serão transmitidas, via webcast, sessões relativas ao tema.
Atendendo à relevância da temática, consideramos oportuno abrir o nosso auditório para todos os interessados, nomeadamente os Professores / Investigadores /Alunos da UM (particularmente os envolvidos ou interessados no projeto INNOVCAR), para assistir connosco à transmissão via Web streaming das sessões plenárias que irão debater os avanços científicos/tecnológicos na área dos transportes autónomos e a discutir os programas de financiamento europeus.

DIA 3 DE ABRIL:
9:45 – 10:30: Research and Innovation Challenges of Connected and Automated Driving

For several years huge R&I efforts are being invested in developing and demonstrating systems for connected and automated driving (CAD). Significant progress has been made in key technologies for innovative CAD functions and applications (e.g. advanced vehicle control, systems to detect vehicle location and environment, data processing, artificial intelligence, human-machine interaction, etc.). To make the next step towards roll out, large-scale pilots are necessary to test and improve the performance and safety of innovative CAD systems and to study market potentials and risks.

Speakers:

15:25 – 16:10: Digital technologies enabling Connected and Automated Driving

Connected and Automated Driving (CAD) helps to address many of the major challenges of today’s transport system. CAD has the potential to improve safety, energy efficiency, air quality, traffic throughput and enhance user comfort and convenience. An even bigger impact is expected from shifting value chains: connectivity and high levels of automation enable innovative mobility services and provide users with new choices.

Speakers:

 


DIA 4 DE ABRIL
08:30 – 9:15: EU Member States programmes on connected and automated driving

This session will provide an overview of current policy measures adopted by European Member States including available funding programmes and support to large-scale testing facilities.

Speakers:

9:15 – 10:00: Cooperative ITS deployment towards connected and automated driving

This plenary session on C-ITS will bring together experts from both the public and private sector. They will expand on what Cooperative ITS brings to them, what they get out of the work being done within the C-ITS platform and why they felt the need to get involved in this platform. On the C-Roads Platform, you will hear about who is involved in this project, what services it will deploy and what are the expected outcomes and feedback into the C-ITS policy work.

Speakers:

10:30 – 11:15: Which policy and regulatory EU frameworks for connected and automated driving

Policy and regulatory actions in favour of CAD are already taking place within the Commission and the Member States. But automated and connected vehicles raise cross-cutting issues (traffic law, liability, vehicle certification, connectivity infrastructure, etc.) involving different departments within the Commission or within the Member States which require working together in a coherent manner. This is the reason why the Commission launched at the beginning of 2016 the GEAR 2030 High level group. The main objective of this Plenary Session will be to give an overview of the GEAR 2030 work and discuss the first recommendations for CAD.

Speakers:

11:15 – 12:00: International cooperation on connected and automated driving

Many of the challenges on the way towards deployment of CAD systems can be better addressed in cooperation with international partners. It is essential to develop and maintain close cooperation with other regions of the world to exchange knowledge, expertise and best practises and to work towards a global framework and international standards for connectivity and automation technologies.

Speakers:

  • Dr. Gereon Meyer, Dept. Future Technologies and Europe, VDI/VDE-I&T, Germany
  • Seigo Kuzumaki, Program Director of SIP-adus, Chief Safety Technology Officer Secretary, Chief Professional Engineer – Safety, R&D and Engineering Management Div., Toyota Motor Corporation, Japan
  • Lam Wee Shann, Group Director, Technology and Industry Development, Land Transport Authority, Ministry of Transport, Singapore
  • Dr. Steven Shladover, California PATH Program Manager, University of California Berkeley, USA

 


Local: Auditório CCG, Campus de Azurém

Site da conferência: http://connectedautomateddriving.eu/

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O TSI2MARKET (http://tsi2market.dsi.uminho.pt/) é um evento anual organizado pelo Núcleo de Estudantes de Sistemas de Informação que procura aproximar os estudantes do mercado de trabalho, promovendo ações de formação, workshops, desafios, sessões temáticas e networking privilegiado com as melhores empresas ligadas às Tecnologias de Informação.

Serão 4 dias de evento (3 a 6 de abril) em que se pretende aproximar a comunidade académica das empresas. Neste sentido, o CCG junta-se a um conjunto de empresas presentes no TSIMARKET 2017 e irá promover  uma sessão de Realidade Aumentada e Realidade Virtual. Esta sessão irá ser realizada no CCG, no dia 4 de abril, a partir das 16h00. As inscrições podem ser realizadas a partir DESTE FORMULÁRIO

Plano de sessão temática no CCG: Centro de Computação Gráfica:

Atividade: Apresentação Institucional do Centro de Computação Gráfica

Local: Anfiteatro CCG

Orador: João Nuno Oliveira

 

Atividade: Apresentação sobre Realidade Aumentada e Realidade Virtual: Cenário atual, dispositivos e suas aplicações em projetos de Investigação e Desenvolvimento Tecnológico 

Local: Anfiteatro CCG

Orador: Nuno Sousa

 

Atividade: Demonstrações de Realidade Aumentada e Realidade Virtual

Local: OpenSpaces e Hall CCG

Demonstrações:

  1. Realidade Aumentada Móvel (ARRouter)
  2. Realidade Aumentada baseada em Display Fixo (Magic Body Maping)
  3. Realidade Virtual (Oculus Rift)
  4. Realidade Aumentada com Som 3D Binaural
  5. Realidade Virtual (Simulador Automóvel)
  6. Demonstração de Projeto Industrial

 

Atividade: Fecho Sessão Temática

Local: Anfiteatro CCG

Nos últimos anos as cidades têm sido instrumentadas com cada vez mais tecnologia, culminando inclusivamente com o surgimento de novos termos tais como Cidades Inteligentes ou Cidades Digitais, por exemplo.

No entanto, ao nível da mobilidade humana parece que o sentido é precisamente contrário. Congestionamentos de tráfego com maior impacto crescente ou oferta de transportes públicos desajustadas às necessidades dos habitantes, são apenas dois exemplos da dificuldade atual de mobilidade dentro e entre espaços urbanos, que pelo seu carácter recorrente influenciam a qualidade de vida dos indivíduos.

 

Congestionamentos de tráfego com maior impacto crescente ou oferta de transportes públicos desajustadas às necessidades dos habitantes, são apenas dois exemplos da dificuldade atual de mobilidade dentro e entre espaços urbanos…

Por outro lado, com o aumento de tecnologia instalada (com potencial para a mesma ser usada como sensor de mobilidade) ou através do aumento constante da pegada digital que cada indivíduo produz na sua interação com o ambiente envolvente, seria expectável que o caminho fosse no sentido das Cidades Inteligentes serem capazes de compreender as necessidades de mobilidade dos seus habitantes e, nesse sentido, de se ajustarem da melhor forma para irem ao encontro dessas mesmas necessidades.

Os resultados obtidos por Marta González [1] relativos à natureza da mobilidade humana (em particular no que se refere à existência de padrões nas trajetórias humanas) potenciaram o surgimento de diversos trabalhos centrados na análise de mobilidade humana com base em sensores físicos e/ou tecnológicos, que com maior ou menor rigor permitem a criação de mapas individuais e globais de mobilidade.

Assim, as Tecnologias e Sistemas de Informação são uma mais-valia para a compreensão da mobilidade humana e são, e poderão vir a ser ainda mais, uma ferramenta de apoio relevante para o planeamento das nossas cidades, em particular ao nível da mobilidade. Esta ideia em si já peca por tardia, já em 1995 Louis Alfeld [2] considerava que a observação das dinâmicas urbanas deveria auxiliar os decisores ou planeadores das cidades e de outros espaços urbanos.
Mas, se por um lado temos a tecnologia ao nosso alcance e, por outro, existem exemplos de utilização da informação para a caracterização da mobilidade humana em espaços urbanos, a questão que se coloca é:

 

Por que motivo não estamos a rentabilizar estes recursos num planeamento mais ajustado das nossas cidades?

 

Nesse sentido, é importante criar um ecossistema de mobilidade urbana [3] com diferentes intervenientes e que potencie a mudança de paradigma relativamente à forma como se deve efetuar um correto planeamento da mobilidade. Esta mudança não é tanto tecnológica, uma vez que a tecnologia existe e até em alguns casos está disseminada pelas cidades, mas sim uma mudança na forma como se faz o planeamento urbano.

Esta mudança é, sem sombra de dúvida, importante, uma vez que o custo na criação ou modificação de infraestruturas dentro de um espaço urbano tem normalmente um grande impacto financeiro, pelo que o investimento apenas se justifica se efetivamente constituir uma mais-valia para os cidadãos e para o próprio espaço.
Assim, o ecossistema de mobilidade urbana seria constituído por um conjunto de entidades e interações mínimas para garantir por um lado a contínua observação do espaço urbano, e por outro a adequada atuação de acordo com a mais recente informação disponível.

 

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O espaço urbano e os indivíduos que com ele interagem estão na origem de fenómenos associados à mobilidade humana que deverão ser observados; a sua Observação através dos mais variados sensores produz um conjunto mais ou menos alargado de Dados; que, por sua vez, são a base da Análise que se pretende realizar; fruto da análise são produzidos Mapas de mobilidade humana, individuais e globais, dos quais surtirão recomendações ou preocupações relativamente a constrangimentos/anomalias identificados; estas recomendações deverão afetar um adequado Planeamento e um conjunto de ações a realizar; é com base nestes resultados que se realiza a Atuação sobre o espaço urbano.

Este processo é consecutivamente repetido uma vez que após as intervenções no espaço urbano é perfeitamente natural que sejam alterados os comportamentos e, como tal, os mesmos devam agora ser identificados. Também é natural que, com o tempo e devido às dinâmicas existentes nos espaços urbanos, seja necessário medir o estado atual da mobilidade humana com alguma periodicidade.

A aplicação de uma arquitetura igual ou próxima da apresentada anteriormente é de enorme relevância no planeamento dos espaços urbanos pois fecha um ciclo com início na observação, passando pela decisão e culminando na atuação.

 

O que tem sido prática comum é decidir e intervir sem a informação necessária para a correta tomada de decisão, muitas vezes decidindo mesmo sem se conhecerem as reais necessidades quer da cidade quer dos seus habitantes.

 

Neste momento estamos perante um cenário com todas as condições para que a mudança ocorra. O primeiro passo para a concretização desta realidade é reunir no mesmo esforço, os intervenientes das diferentes áreas tecnológicas para, em conjunto, identificarem inicialmente os problemas mais relevantes e formas de os minimizar.

 

A criação de equipas multidisciplinares que, em conjunto, discutam e alterem de forma planeada a mobilidade humana, é a base para tornar as nossas Cidades cada vez mais Inteligentes.


 

Fontes:
[1] M. C. González, C. a Hidalgo, and A.-L. Barabási, “Understanding individual human mobility patterns” Nature, vol. 453, no. 7196, pp. 779–82, Jun. 2008.

[2] L. E. Alfeld, “Urban dynamics-The first fifty years” Syst. Dyn. Rev., vol. 11, pp. 199–217, 1995.

[3] Tese de doutoramento em Tecnologias e Sistemas de Informação, submetida em Outubro de 2016 na Universidade do Minho, sob orientação do Professor Adriano Moreira (UM) e do Professor Carlos Bento (UC).


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João Peixoto | Gestor de projeto @CCG

João Peixoto é Licenciado em Engenharia Informática, Mestre em Informática e Sistemas , e como aluno do PDTSI na Universidade do Minho, submeteu a tese “Da Observação à Trajetória: formalização de uma estrutura de informação espaçotemporal”. É gestor de projeto no CCG: Centro do Computação Gráfica no D.I.A UMC e investigador do Centro Algoritmi da Universidade do Minho. Os seus interesses de investigação centram-se na mobilidade humana, computação urbana, computação móvel e informação sensorizada.

A afirmação que dá título a este texto é do Presidente americano Barack Obama que, no fundo, sublinha aquele que continua a ser o enorme impacto da Internet na sociedade contemporânea e na humanidade.
Tal como a água ou a eletricidade, a verdade é que a Internet, de facto, se tornou uma dependência para grande parte da população mundial. Segundo a International Telecommunication Union (ITU), estima-se que existam no mundo 3.448 milhões de utilizadores de Internet, um número impressionante que, desde 2005, cresceu mais de três vezes. Nessa altura, eram “pouco mais” de mil milhões os utilizadores de Internet.

 

Segundo a International Telecommunication Union (ITU), estima-se que existam no mundo 3.448 milhões de utilizadores de Internet, um número impressionante que, desde 2005, cresceu mais de três vezes.

 

Contudo, este número revela outra dura realidade. Na prática, confirma que vivemos num mundo injusto, um mundo desigual e assimétrico, que não responde de forma equitativa às necessidades dos cidadãos espalhados pelo nosso planeta. É que aqueles quase 3,5 mil milhões de utilizadores de Internet correspondem a menos de metade da população mundial. A verdade é que apenas 47 em 100 habitantes são utilizadores de Internet, ou seja, sendo a Internet uma necessidade, mais de metade da população está à margem da sua utilização e dos benefícios que esta tecnologia arrasta.
Se desagregarmos a informação pelo nível de desenvolvimento dos países, 81 em cada 100 habitantes nos países desenvolvidos são utilizadores de Internet, enquanto que apenas 40 em cada 100 habitantes nos países em vias de desenvolvimento são utilizadores de internet. No contexto regional, na Europa somos 79 em cada 100 habitantes, enquanto que em África são 25 em cada 100 habitantes os utilizadores de Internet. Na Ásia e Pacífico estamos a falar de 42 em cada 100.

 

Passando para a realidade portuguesa, segundo os dados publicados recentemente pelo INE, somos 70% os utilizadores de Internet, um valor abaixo da média da UE28.

 

Passando para a realidade portuguesa, segundo os dados publicados recentemente pelo INE, somos 70% os utilizadores de Internet, um valor abaixo da média da UE28. No entanto, tal como acontece no contexto internacional, este número não diz tudo em relação ao que se passa em Portugal. Para conhecermos melhor a nossa realidade, precisamos de referir que no Norte são 65%, ao mesmo tempo que na Área Metropolitana de Lisboa (AM Lisboa) são 82% o que confirma, aliás, que também nesta matéria as assimetrias regionais registadas no nosso país são significativas.
Isso mesmo é confirmado pelo Índice Digital Regional (IDR) que mede as assimetrias regionais na construção da Sociedade da Informação em Portugal. A última edição, publicada em junho de 2016 numa parceria Universidade do Minho/CCG e FCT, regista a enorme supremacia da AM Lisboa em relação a todas as restantes regiões NUTs II portuguesas, não só no índice global, mas também em cada um dos quatro sub-índices que integram o IDR: Contexto, Infraestrutura, Utilização e Impacto.

 

urge encontrar formas de esbater assimetrias e de promover condições de maior justiça de acesso e utilização às TIC e à Internet, não apenas no contexto global, mas também no nosso próprio país.

 

Neste mundo caraterizado pela rápida evolução tecnológica, assumindo como verdadeira a frase inicial do Presidente Obama que considera a Internet uma necessidade, urge encontrar formas de esbater assimetrias e de promover condições de maior justiça de acesso e utilização às TIC e à Internet, não apenas no contexto global, mas também no nosso próprio país. Para tal, precisamos de conhecer o nosso território bem melhor do que conhecemos hoje, não apenas como um todo, mas sobretudo desagregado de acordo com as especificidades e fragilidades locais e regionais. Só dessa forma conseguiremos, agora e no futuro, definir políticas públicas (e privadas) que possam tornar o nosso país mais coeso e, já agora, globalmente mais competitivo.

 

Fontes:

 


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Luís Miguel Ferreira | Investigador externo @CCG

Luís Miguel Ferreira é Licenciado em Matemática, Mestre em Ensino da Matemática e Doutorado em Tecnologias e Sistemas de Informação pela Universidade do Minho, com tese em “Medir a Sociedade da Informação no Contexto Regional: Um novo instrumento e sua aplicação à situação atual”. Manifesta interesse de investigação na área da medição sociedade da informação e do governo eletrónico. Tem vindo a colaborar com as autoridades nacionais responsáveis pela sociedade da informação e desenvolvimento do governo eletrónico, sendo igualmente investigador externo do CCG.

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Site do evento: http://wud.eventos.ccg.pt/

O Domínio de Investigação aplicada PIU: Perception, Interation and Usability, do CCG, Centro de Computação Gráfica, assinala no próximo dia 10 de novembro, o Dia Mundial da Usabilidade, com um conjunto de palestras e demonstrações interativas.

Público-alvo:

Empresas IT

Departamentos de Design, Usabilidade, Marketing

Investigadores de universidades, Institutos e Restantes interessados

 

10 de novembro de 2016

MANHÃ

9h00: Check-in
9h30: Boas-vindas. João Nuno Oliveira, Diretor Executivo do CCG
Apresentação PIU e Programa WUD2016. Jorge Santos (Coordenador Científico PIU, CCG) /Sandra Mouta, Coordenadora PIU, CCG
10h00: O processo de UX em Inovação. Nuno Ribeiro, BOSCH
10h45: A Importância de Conhecer o Utilizador para o Desenvolvimento de Ambientes Imersivos. Carlos Silva, CCG

11h30: Coffee Break // DEMOS

12h00: UX na Altice Labs – Estratégia e Impacto. Inês Oliveira, Altice Labs
12h45: Intervalo para Almoço

TARDE

14h30: Apresentação ADUUX – Associação para o Desenvolvimento da Usabilidade e Experiência de Utilização. Joana Vieira, CCG.
14h45: O novo renascimento, ou o utilizador no centro do nosso mundo. Hugo Silva, NOS
15h30: Emília Duarte, IADE
16h15 Coffee Break // DEMOS

16h45 Ana Barros, CITEVE
17h30: MagUXto

As demonstrações estarão sempre disponíveis nos Coffee Breaks e restantes intervalos. Decorrerão no hall e CAVE do CCG. Estarão presentes:

 

Associação CCG / ZGDV : Centro de Computação Gráfica

Gratuitas (obrigatórias): Inscreva-se aqui

Morada: Campus de Azurém, 4800-058, Guimarães – Portugal

GPS: Lat 41º 27´ 11.80´´ Long -8º 17´ 18.21´´

Telefone: +351 253 510 580

email: comunicacao@ccg.pt

Web: www.ccg.pt

 

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A reunião de lançamento do projeto Europeu HeritageCARE do programa Interreg-SUDOE ocorreu nos dias 3 e 4 de outubro de 2016, no Departamento de Engenharia Civil da Universidade do Minho (Portugal), o parceiro líder do projeto, com 8 parceiros e 11 parceiros associados.

O projeto HeritageCARE tem como principal objetivo a implementação de uma metodologia integrada e sustentável para a conservação preventiva e manutenção do património histórico e cultural, baseada num conjunto de serviços prestados por uma entidade sem fins lucrativos a criar em Portugal, Espanha e França.

Com este projeto será utilizada pela primeira vez uma estratégia conjunta para a conservação preventiva do património cultural construído no Espaço Sudoeste Europeu.

  1. Universidade do Minho (Portugal, Líder do Projeto) através do ISISE e IB-S
  2. Direção Regional de Cultura do Norte (Portugal)
  3. Centro de Computação Gráfica (Portugal)
  4. Universidad de Salamanca (Escuela Politécnica Superior de Ávila) (Espanha)
  5. Instituto Andaluz del Patrimonio Histórico (Espanha)
  6. Fundación Santa María la Real del Patrimonio Histórico (Espanha)
  7. Université de Limoges (França)
  8. Université Blaise Pascal (França)
  1. Associação Portuguesa das Casas Antigas (Portugal)
  2. Arquidiocese de Braga (Portugal)
  3. GECoRPA – Grémio do Património (Portugal)
  4. Asociación Hispania Nostra (Espanha)
  5. Asociación Española de Gestores de Patrimonio Cultural (Espanha)
  6. Adeco Camino (Espanha)
  7. Direction régionale des affaires culturelles Auvergne Rhône-Alpes (França)
  8. Ecole Nationale Supérieure d’Architecture de Clermont-Ferrand (França)
  9. Louis Gineste (França)
  10. Atelier d’Architecture PANTHEON (França)
  11. Cabinet d’Architecture Pascal Parmantier – Architecte Du Patrimoine (França)

O projeto HeritageCARE é co-financiado pelo FEDER dentro do programa Interreg-SUDOE, com um compromisso financeiro total de 1.686.282,82 euros.

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O conceito de cidade inteligente está presente nas agendas dos principais stakeholders que gravitam em torno de cidades, de municípios, ou de uma forma mais lata, de questões do território. Isto é verdade tanto nos países desenvolvidos, como nos países em desenvolvimento. Essa preocupação advém das mais-valias aportadas pelas tecnologias de informação na gestão de uma cidade, como também devido à contínua degradação da qualidade de vida nas cidades. Por um lado, o aumento de população urbana não tem precedentes, estando estimado pela ONU que a população mundial urbana aumente de 52% para 80% até 2050. Esse aumento também se pauta em aumentos dos níveis de poluição e de congestionamento das cidades. Existe, assim, o desafio de melhorar a qualidade de vida para os cidadãos urbanos, servindo também como um motor para o desempenho económico, bem como de potenciar uma utilização eficiente de recursos, apoiando uma sustentabilidade ambiental. As tecnologias de informação, aliadas ao capital humano de uma cidade, podem ser o meio de efetivar essa inteligência e de atingir os objetivos de tornar uma cidade sustentável do ponto de vista social, económico e ambiental.

 

“As tecnologias de informação, aliadas ao capital humano de uma cidade, podem ser o meio de efetivar essa inteligência e de atingir os objetivos de tornar uma cidade sustentável do ponto de vista social, económico e ambiental.”

 

Pode definir-se uma cidade inteligente como um domínio multidisciplinar, que junta diversas áreas de intervenção e competências para atingir o desenvolvimento. Estas áreas são, no seu núcleo, suportadas pelas tecnologias de informação, daí a sua dotação de inteligência, mas devem ter também uma forte orientação para a sua governação, apoiada na participação cívica, assim como serem fontes de desenvolvimento económico. As cidades inteligentes precisam, por isso, de planos de ação que lhes permitam monitorizar a implementação de iniciativas, assim como medir os benefícios esperados de cada investimento e, com isso, existir a compreensão de que as tecnologias de informação não são um fim, mas sim um meio para atingir a inteligência.

“Pode definir-se uma cidade inteligente como um domínio multidisciplinar, que junta diversas áreas de intervenção e competências para atingir o desenvolvimento.”

 

Cada cidade é diferente, e foi “construída” e desenvolvida assente em diferentes paradigmas. Neste sentido, qualquer desenvolvimento e evolução, pensado para uma cidade, deve ter em conta essa realidade e que paradigma vai querer atingir. Para a melhoraria da qualidade de vida dos cidadãos, é preciso perceber as suas necessidades, mas também perceber quais as necessidades de uma cidade. Esta pode focar numa evolução derivada das tecnologias de informação, ou ter uma evolução focada nas necessidades de uma sociedade, apoiada pelas tecnologias. Pode também ser uma cidade inteligente do ponto de vista de uma indústria competitiva e avançada, que crie um ecossistema urbano, ou uma cidade avançada do ponto de vista ambiental, que faça uso de tecnologias verdes, e seja o pináculo da sustentabilidade ambiental. Cabe aos decisores pensar o caminho a trilhar e escolher as melhores iniciativas que deverão apoiar, mas tendo sempre em consideração qual o paradigma de evolução pretendido, que a transformação é lenta e é necessária, e que as tecnologias de informação são um valioso suporte.

 

“Uma cidade pode assim focar numa evolução derivada das tecnologias de informação, ou ter uma evolução focada nas necessidades de uma sociedade, apoiada pelas tecnologias.”

 

Para suportar essa evolução, e possibilitar uma monitorização, existem diversas ferramentas e modelos que podem ser utilizados. Uma ferramenta, na forma de modelo, que pode responder a essa necessidade, de considerar um paradigma de evolução, que define e mede áreas de atuação, e permite prescrever ações para se atingir a evolução pretendida são modelos de maturidade. Um modelo de maturidade tem como principal objetivo melhorar processos de uma organização, tornando-os eficientes, a partir de caminhos evolutivos definidos. Uma organização evoluiu com base em níveis de maturação definidos, e cumulativos, que são medidos através de indicadores. É assim importante também no domínio das cidades, desenvolver modelos de maturidade que definam caminhos de maturação, que permitam adaptar e configurar critérios de monitorização para serem aplicados a diferentes cidades e que considerem uma cidade de forma holística.

 

Fontes:

 


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Pedro Torrinha | Gestor de Negócio @CCG

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Site do evento: http://opendayepmq.eventos.ccg.pt/

O Domínio de Investigação Aplicada EPMQ: “Engineering Process Maturity and Quality”, do CCG: Centro de Computação Gráfica irá abrir portas às temáticas:

Saúde – “A interoperabilidade da informação no setor da saúde”;

Indústria – “O papel dos sistemas de informação na 4ª revolução industrial”;

Cidades – “Dados Abertos e a Sustentabilidade das Cidades”.

Este Open Day irá reunir um conjunto de profissionais, investigadores e empresas (TI e Não TI), com interesse nas áreas da Saúde, Indústria, Cidades, e nas suas aplicações, promovendo, deste modo, a discussão de temas relevantes na área de Sistemas de Informação.

Empresas, organizações, investigadores

21 de outubro de 2016

MANHÃ

TARDE

 

Associação CCG / ZGDV : Centro de Computação Gráfica

Gratuitas (obrigatórias): Inscreva-se aqui

Morada: Campus de Azurém, 4800-058, Guimarães – Portugal

GPS: Lat 41º 27´ 11.80´´ Long -8º 17´ 18.21´´

Telefone: +351 253 510 580

email: comunicacao@ccg.pt

Web: www.ccg.pt

http://opendayepmq.eventos.ccg.pt/