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Como é que a tecnologia se vai apresentar nos carros autónomos? Qual vai ser a disposição do painel de instrumentação do automóvel para o condutor? Como é que o condutor se vai sentar no banco do automóvel? Estas são algumas das questões em que o CCG (Centro de Computação Gráfica) participa ativamente, dando a melhor resposta possível e a aplicação mais eficiente ao utilizador.

CCG na comissão técnica internacional de ergonomia

O CCG integra desde dezembro de 2017 uma comissão técnica internacional de normalização (sob a alçada da International Organization for Standardization) na área dos veículos rodoviários, participando diretamente na aprovação de normas que afetam o futuro de milhões de pessoas a nível mundial.

O CCG, que é o membro português de referência neste subcomité, contribuirá com o seu know-how para a definição de padrões internacionais aplicáveis à vida quotidiana no que respeita a ergonomia em contexto automóvel e a condução autónoma.

Coube ao IPQ (Instituto Português da Qualidade) instituir o CCG, nomeadamente o seu domínio de investigação aplicada PIU (Perception Interaction and Usability), como o laboratório nacional que participará nas discussões internacionais sobre ergonomia, ajudando a moldar o futuro dos automóveis e das pessoas que os utilizam nos próximos anos.

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Participação do CCG – PIU

Um dos grupos de trabalho em que o PIU participará ativamente, definindo os padrões a aplicar a nível mundial, é o ISO/TC 22/SC 39/WG 3, que versa a interação do condutor com o ambiente e com os sistemas de condução.

O papel do CCG, por intermédio do laboratório PIU, que tem como coordenador de desenvolvimento Carlos Silva, consiste em trazer novos conhecimentos para a definição de normas e em melhorar as normas existentes, prestando inputs diretos na matéria e votando nas alterações das normas.

O PIU é conhecido pelo seu trabalho em áreas de fatores humanos e usabilidade. Um dos projetos de Investigação e Desenvolvimento Tecnológico (ID&T) que o PIU já desenvolveu foi o HMIExcel – I&D, e incidiu no ciclo de desenvolvimento e na produção de soluções multimédia avançadas para a indústria automóvel, em parceria com a Bosch Car Multimedia Portugal e a Universidade do Minho.

O CCG integra ainda uma outra comissão: a Comissão Técnica de Normalização “CT 196 – Fatura Eletrónica”.

O projeto HeritageCARE, no qual participa o Centro de Computação Gráfica (CCG), foi seleccionado como um dos projetos de referência do Ano Europeu do Património Cultural 2018, pelo Directorate General for Education and Culture (EC DG EAC) – o ramo executivo da Comissão Europeia responsável pela política de educação, cultura, juventude, línguas e desporto.

A Comissão Europeia reconhece assim o valor acrescentado do projeto para o património histórico e cultural europeu.

2018: Ano Europeu do Património Cultural

O Parlamento Europeu estabeleceu 2018 como o Ano Europeu do Património Cultural (AEPC 2018).

O AEPC2018 visa promover a diversidade cultural, o diálogo intercultural e a coesão social, enaltecendo o papel do património no desenvolvimento social e económico na Europa.

Objetivos do HeritageCARE

O HeritageCARE visa a implementação de uma metodologia integrada e sustentável para a conservação preventiva e a manutenção do património histórico e cultural edificado em Portugal, Espanha e França.

O projeto constitui-se desta forma como a primeira estratégia conjunta de conservação preventiva do património no sudoeste da Europa.

O seu objetivo final é a criação de uma entidade sem fins lucrativos, autossustentável que garanta a supervisão do cumprimento da metodologia e a sustentabilidade dos resultados para além do projeto.

Para mais informações consulte o site oficial do HeritageCARE.

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Parceiros do projeto HeritageCARE

Existem 8 entidades envolvidas no projeto HeritageCARE. Entre elas encontram-se três portuguesas, o CCG – Centro de Computação Gráfica, a Universidade do Minho, que funciona como coordenadora do projeto, e a DR Cultura Norte.

As outras 5 instituições internacionais são a Universidade de Salamanca (ES), a Universidade Clermont Auvergne(FR), a Universidade de Limoges(FR), a Fundação Santa Maria la Real del Patrimonio Histórico(ES) e o Instituto Andaluz del Patrimonio Histórico Consejería de Cultura(ES).

Financiamento

O projeto HeritageCARE é financiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), no âmbito do programa Interreg-SUDOE (SOE1/P5/P0258).

machine learning

O machine learning é um tópico que tem ganho cada vez mais destaque nos últimos tempos. Se ainda não sabe o que é, podemos dizer-lhe que este é um tipo de inteligência artificial que permite que as aplicações de software sejam bastante precisas na previsão de resultados, mesmo sem serem expressamente programadas para isso.

A aprendizagem que dá nome à expressão “machine learning” consiste na execução de algoritmos que criam de modo automático modelos de representação de conhecimento com base num conjunto de dados. A ideia em que assenta esta aprendizagem é que devemos treinar as máquinas, dando-lhes acesso aos dados históricos, uma ou mais medidas de desempenho, e deixando o algoritmo “aprender”, ou seja, ajustar de modo iterativo o modelo de representação de conhecimento de modo a que este melhore o seu desempenho. Após este treino, o modelo tem um potencial para efetuar previsões de qualidade em situações futuras e que estejam relacionadas com padrões históricos. Esta estratégia pode mesmo ser usada para aceder à Internet e aprender de modo contínuo com a todos os dados que forem procurados.

Na verdade, este é um método de análise de dados que está tão instituído no nosso dia-à-dia que praticamente não nos apercebemos da sua utilização, dada toda a nossa familiaridade com ele. Por exemplo, as recomendações da Amazon, as pesquisas da Web e as traduções automáticas do serviço Google são baseadas em algoritmos de machine learning. Com o machine learning os computadores facilitam a nossa vida, agindo de forma rápida e subtil, apesar de muitas das vezes exigirem um grande volume de dados (big data) e processamento na sua fase de treino.

Aplicação do machine learning

Caso se esteja a perguntar onde nos cruzamos frequentemente com o emprego do machine learning, aqui ficam alguns exemplos:

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Machine learning e inteligência artificial

Este campo de estudo começou com o estudo de reconhecimento de padrões e evoluiu para algo mais elaborado como a inteligência artificial, alcançando-se outros níveis de desenvolvimento, como a condução autónoma, com os carros a conduzirem sozinhos nas estradas sem um condutor.

Assim, para além de simplificar tarefas para o homem, o machine learning poderá levantar uma questão adicional essencial: será que o desenvolvimento desta ciência levará a que a inteligência artificial atinja níveis equiparados aos dos humanos? Fazendo tarefas físicas e mentais mais rapidamente e melhor (e mais barato) do que este?

Através do desenvolvimento de previsões muito precisas, é possível tomar decisões mais acertadas e até agir sem a intervenção humana.

Segundo o jornal The Baltimore Sun, em 2016 as máquinas foram capazes de diagnosticar o cancro de pulmão com 50% mais precisão do que os especialistas em radiologia.

Se a máquina é desenvolvida a um nível elevado, chega-se a uma hipótese antiga alimentada por diversas e famosas obras de ficção científica: a substituição do homem pela máquina.

Esta substituição começou na indústria, por exemplo na construção automóvel, e alcançou outras funções como marketing por telefone. Dentro em breve teremos carrinhas e carteiros autónomos (estima-se que seja no ano de 2025 nos EUA), advogados máquina que sabem toda a legislação de cor e salteado e robôs enfermeiros que administram medicação nos hospitais aos pacientes.

 

O que nos espera no futuro?

É nos serviços que as máquinas prometem retirar trabalhos a humanos no futuro próximo. Um novo relatório divulgado pela McKinsey & Company indica que, até 2030, cerca de 800 milhões de trabalhadores em todo o mundo poderão ser substituídos no trabalho por robôs. Enquanto alguns estão ainda relutantes quanto a confiar inteiramente nas máquinas (Elon Musk), outros estão bastante otimistas em relação a estas (Mark Zuckerberg). No entanto, ninguém deseja perder o comboio da autonomização, investindo neste setor. O que nos espera é como nos diz a letra de uma música: “only time will tell”.

Machine learning no CCG

No CCG o machine learning é já uma realidade do presente. Ele está a ser desenvolvido no domínio de investigação aplicada EPMQ, pelo investigador Paulo Cortez, com Ana Lima como coordenadora de desenvolvimento. No domínio CVIG também é trabalhado o machine learning, sobretudo a nível de processamento de imagem.

Pode interessar-lhe a publicação científica CVIG: “Water quality of Danube Delta systems: ecological status and prediction using machine-learning algorithms“.

O pontapé de saída do projeto mobilizador FAMEST – Footwear, Advanced Materials, Equipment’s and Software Technologies – foi dado a 22 de novembro, no Centro Tecnológico do Calçado de Portugal, por mais de três dezenas de jogadores-chave: empresas líderes do ramo do calçado e entidades de investigação, desenvolvimento e inovação, como o Centro de Computação Gráfica (CCG).

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Objetivos do projeto mobilizador FAMEST

Tal como o nome FAMEST indica (calçado e tecnologias avançadas de materiais, equipamentos e software – traduzindo para português), este projeto impulsionará a inovação no setor do calçado. O seu objetivo é  desenvolver a implementação da Agenda de Investigação e Inovação, assumida pelo Cluster Português do Calçado e Moda para o período 2014-2020.

No decorrer da próxima década, o Cluster trabalhará na internacionalização do calçado nacional, tornando-o uma referência mundial, através da sofisticação e da criatividade da oferta, da diferenciação dos materiais e dos processos produtivos, e da qualidade dos produtos e dos modelos de negócio.

Com o trabalho de Investigação e Desenvolvimento realizado no FAMEST, a indústria do calçado e da moda conseguirá dar um salto qualitativo, esperando-se que já daqui a 3 anos a indústria esteja melhor e mais rica com os resultados obtidos.

Consórcio FAMEST

Este projeto ambicioso é promovido por um consórcio de 23 empresas ligadas ao setor do calçado (couros, palmilhas, solas, produtos químicos, software, equipamentos, logística, retalho), assim como por 9 entidades de I&I.

Estas entidades, onde se inclui o CCG, possuem capacidades multidisciplinares que garantem a prossecução de resultados inovadores e a devida apreciação monetária nos mercados nacional e internacional pelos promotores.

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CCG parceiro I&DT no Portugal 2020

O CCG  é uma entidade qualificada pelo Sistema Científico e Tecnológico Nacional (SCTN) para a Prestação de Serviços de Investigação & Desenvolvimento Tecnológico (I&DT) e para a Consultoria e Serviços de Apoio à Inovação no tecido empresarial.

O CCG participa ativamente no quadro comunitário de apoio Portugal 2020 e está disponível para integrar projetos mobilizadores e estruturantes, com vista a apoiar as PMEs nacionais em Projetos Individuais de I&DT, Núcleos de I&DT e Co-Promoção de I&DT.

Refira-se que o CCG já contribuiu em grandes projetos estruturantes e mobilizadores do setor, como por o exemplo o FACAP – Fábrica do Calçado PEDIP e o FATEC – Fábrica De Alta Tecnologia Para Fileira Do Calçado.

Apoio ao projeto

O projeto FAMEST Footwear, Advanced Materials, Equipment’s and Software Technologies conta com apoio do promotor FORTUNATO O. FREDERICO & CA LDA e com o cofinanciamento do Programa COMPETE 2020 no âmbito do Sistema de Incentivos à Investigação e Desenvolvimento Tecnológico I&DT – Programas Mobilizadores, envolvendo um Investimento elegível de 5,9 milhões de euros.

financiamentos

O Programa INTERFACE, uma iniciativa governamental incluída no Plano Nacional de Reformas, tem como principal objetivo o aumento da competitividade do tecido produtivo nacional, por intermédio da inovação, do aumento da produtividade e da criação de valor por meio da incorporação de tecnologia nos processos produtivos.

As várias iniciativas do Programa INTERFACE almejam:

 

Centros de Interface Tecnológico (CIT) do Programa INTERFACE

Os Centros de Interface são entidades fundamentais do sistema nacional de inovação e agentes de valorização do conhecimento científico e tecnológico, potenciando a sua transferência para as empresas.

Neste contexto, o Centro de Computação Gráfica (CCG) é uma das entidades recentemente reconhecidas, com publicação em Diário da República, como Centro de Interface Tecnológico (CIT) para a tecnologia digital. Cabe ao CCG fazer a articulação entre as instituições do sistema científico e as empresas de diversos sectores, entre outros através da:

O CCG está, como sempre esteve ao longo dos quase 25 anos de existência, disponível para abraçar os desafios colocados pela indústria nacional. Para mais informações contacte-nos.

O auditório do CCG – Centro de Computação Gráfica – encheu no dia 29 de novembro para presenciar o workshop “New Trends of Enterprise Interoperability in Industrial Settings”, dinamizado pelo Laboratório EPMQ, através do seu investigador João Pedro Mendonça. O workshop destinava-se a empresas industriais e de desenvolvimento de software para a indústria.

Como o grau de complexidade aumentou na indústria, com a evolução do uso de ICT na manufatura, novos desafios e soluções se levantam atualmente para as empresas no ramo industrial. Com o desenvolvimento de conceitos de sistemas ciber-físicos, da Internet das Coisas e da Computação em Nuvem, todo um novo panorama de possibilidades se vislumbra para as pequenas e médias empresas, que representam 99% dos negócios na União Europeia.

Foi neste sentido que os oradores do evento intervieram, levando as dezenas de pessoas presentes a navegar no mar das novas tendências na interoperabilidade empresarial em configurações industriais.

Ricardo Machado, Professor / Investigador da Universidade do Minho e do CCG, Laboratório EPMQ (IT Engineering Process Maturity and Quality), abriu o evento falando sobre a exploração de oportunidades de pesquisa em interoperabilidade industrial, seguindo-se a intervenção de Francisco Duarte, coordenador da Industry 4.0 da Bosch.

Ricardo Gonçalves, do pólo português do INTEROP V-Lab e Carlos Agostinho, líder da Data Collection Framework da UNINOVA Portugal, falaram sobre o estado da interoperabilidade industrial no contexto nacional, mesmo antes do grande final de evento, a cargo de Guy Doumeingts, professor emérito da Universidade de Bordéus e diretor geral do INTEROP V-Lab. Doumeingts deu exemplos de sistemas de tecnologia avançada na manufatura e preposições para melhorar a introdução de tecnologia de fabricação avançada.

Galeria de imagens do evento

Workshop New Trends of Enterprise Operability in Industrial Settings

27 novembro

A adoção do paradigma de Fábricas Inteligentes por parte dos clientes da F3M só faz sentido se as soluções de software para a gestão forem capazes de receber, interpretar e utilizar eficientemente a informação gerada pelos diferentes intervenientes ao longo da cadeia de valor.

A F3M quis adotar soluções que permitam a obtenção automática e em tempo real dos dados gerados pelos diferentes colaboradores das indústrias, como as próprias confeções, os retalhistas ou os fornecedores e promover tomadas de decisão mais expeditas e descentralizadas.

O PROJETO IMP_4.0 visa assim a investigação e o desenvolvimento de uma plataforma de integração e interoperabilidade de serviços, em modelo de Cloud Computing com suporte à variabilidade de linha de produtos de software.

Neste sentido, a F3M convida-o a participar na Conferência IMP_4.0 que se realizará no próximo dia 27 de novembro. A F3M considera importante a partilha de experiências por parte dos diferentes intervenientes da cadeia de valor pois acredita que é nesta concertação de esforços que está o sucesso para o desenvolvimento de soluções que respondam eficazmente às exigências deste novo paradigma.

Inscrições online neste link.

programa

O CCG esteve presente no ICT Proposers’ Day 2017 que teve lugar nos passados dias 9 e 10 de novembro, em Budapeste, na Hungria.

Este evento consistiu em sessões de informação e de networking, em stands informativos e de ponto de encontro entre investigadores e empresas, em reuniões informais com potenciais parceiros e ainda em painéis de discussão de tendências de pesquisa e inovação europeias, todos na área das TIC e tecnologias emergentes e futuras, com especial enfoque nos tópicos a apoiar pelo programa Horizonte2020, no período 2018-2020.

Com vários milhares de participantes e instituições representadas, o certame foi constituído por diferentes momentos, desde a apresentação formal dos tópicos H2020 a reuniões de brokerage.

Tanto nas reuniões informais face-a-face, como nas sessões de networking, foi possível realizar apresentações institucionais e de ideias de projeto, visando estabelecer parcerias em assuntos concretos e oferecer colaboração a potenciais propostas e projetos.

O CCG realizou apresentações em dois tópicos do atual programa que já resultaram em parcerias interessantes nestes domínios. Desta forma, os elementos do CCG presentes no evento contribuíram para a concretização dos objetivos da instituição como uma entidade de I&D ativa nos domínios do programa H2020.

Esta ação teve o cofinanciamento do Programa Operacional Norte2020, e União Europeia, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, no contexto da ação de “Transferência de conhecimento científico e tecnológico do CCG”.

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New Trends Enterprise Interoperability in Industrial Settings

É na manhã do dia 29 de novembro, uma quarta-feira, que o Centro de Computação Gráfica (CCG), através do seu Laboratório IT EPMQ, realiza o workshop “New Trends of Enterprise Interoperability in Industrial Settings”.

O evento tem lugar no auditório do CCG, no Campus de Azurém nº14, em Guimarães, das 9h30 às 13h00.

Realizado no âmbito do projeto Produtech SIF – Soluções para a Indústria do Futuro, o workshop destina-se a empresas industriais e a empresas de desenvolvimento de software para a indústria.

A entrada é gratuita sendo o registo feito online. Faça já a sua inscrição.

No programa constam oradores nacionais e internacionais, de instituições como o CCG, a Bosch e o Interop V-Lab.

Programa do evento

 

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O Dia Mundial da Usabilidade de 2017 celebrou-se em Portugal na cidade berço, no Hotel Guimarães, a 10 de novembro, com o evento World Usability Day 2017, organizado pelo CCG (Centro de Computação Gráfica), no qual participaram dezenas de empresas e instituições dos mais variados setores, mas em especial do ramo automóvel.

Pelo terceiro ano consecutivo, o CCG organizou um evento que versou sobre a importância da usabilidade e dos fatores humanos na investigação e no desenvolvimento tecnológico.

De entrada gratuita, o evento que decorreu durante todo o dia contou com a presença de oradores de prestigiadas instituições portuguesas, alemãs, norueguesas, francesas e britânicas, assim como com o atendimento de mais de uma centena de pessoas.

O mote para o debate da usabilidade foi dado pelo Diretor Executivo do CCG, João Nuno Oliveira, e pela equipa de Perceção, Interação e Usabilidade desta instituição, seguindo-se preciosos contributos dos oradores relativamente a temas como a condução autónoma, os desafios colocados à monitorização nas salas de controlo autónomas das centrais nucleares, e o design centrado no utilizador para a modalidade auditiva.

Tobias Altmüller da Robert Bosch GMBH, Tim Smith da UsTwo Auto, Ana Moreira da SCALab/Renault, Nora Broy da BMW Research and Technology, Diamantino Freitas da FEUP, Alexandra Fernandes do Institute for Energy Technology e Emanuel Sousa do CCG revelaram um pouco do futuro que nos espera com as suas intervenções e aproximaram grupos profissionais, industriais, educacionais e cidadãos para o alcance de um objetivo comum: garantir que os serviços e os produtos essenciais para a vida sejam mais fáceis de aceder e de usar, tornando a nossa vida mais simples.

Tobias Altmüller da Bosch falou dos desafios colocados à condução autónoma, nomeadamente a regulamentação e a segurança (“deixariam um carro autónomo conduzir os vossos filhos à escola, sem vocês lá estarem?)”, assim como da impressionante pesquisa de usabilidade que está a ser realizada nos painéis do condutor e nas interfaces, e como eles podem ser desenvolvidos para ajudar os condutores a otimizar o seu tempo no carro.

Entender as necessidades dos utilizadores e como essas necessidades poderão ser abordadas como um terceiro espaço de vida e convívio, logo após a casa e o local de trabalho, são alguns objetivos do projeto de automação automóvel encetado pelo CCG juntamente com a Bosch CM – Braga.

Se nos estamos a aproximar do final da linha para o automóvel como o conhecemos, já que a viagem será realizada em módulos padronizados, e como o design exterior do carro chama a atenção dos consumidores e afeta a sua perceção, foram outras das questões debatidas.

Mais pesquisas são necessárias no desenvolvimento de monitores 3D para os automóveis, mas Nora Broy do grupo de pesquisa e de tecnologia da BMW apresentou um excelente panorama de avaliação dos desafios e oportunidades das tecnologias 3D existentes.

Galeria de imagens do evento

World Usability Day
WUD 2017

Esta ação tem o cofinanciamento do Programa Operacional Norte2020, e União Europeia, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, no contexto de ações Transferência de conhecimento científico e tecnológico do CCG.