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09-03-2010 | CCG
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_Primeira experiência no cruzamento de artes performativas com tecnologia 3D
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Trata-se de uma experiência pioneira que deverá marcar o início de uma estratégia de desenvolvimento comum entre a comunidade cultural e a comunidade científica, com o intuito de cruzar arte com tecnologia e deste modo explorar novas fronteiras artísticas.
A peça de teatro "Pigmalião", de Pedro Mexia, foi baseada no livro de Ovídio "Metamorfoses" e conta-nos a história de amor entre Pigmalião e Galateia. Esta iniciativa cultural do projecto Quadrilátero estreia no próximo dia 10 de Março, no Pequeno Auditório do Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, ficando em cena de 10 a 13 de Março, às 22h00, e no dia 14 de Março, às 17h00. "Pigmalião" é a primeira peça de teatro em Portugal a recorrer a uma tecnologia inovadora que se encontra no Centro de Computação Gráfica da Universidade do Minho, o 3D stereo. Em entrevista ao “ionline” o encenador Marcos Barbosa afirma que "É um passo à frente do normal 3D, porque nos dá o efeito de imersão total. Sentimos que o objecto está no ar e que vem na nossa direcção." O encenador diz que esta é a fusão perfeita entre o teatro e a ciência. "São dois mundos aparentemente opostos, mas que funcionam muito bem. O teatro tem de conversar com o que está à sua volta”. Salienta ainda que este é apenas o início de uma parceria que pode trazer muitas outras mudanças à forma de apresentar teatro.
_Sinopse: Este espectáculo é uma variação sobre a história de Pigmalião e Galateia, contada pelo Ovídio nas «Metamorfoses»: o escultor solitário e esteta que constrói uma estátua da mulher perfeita, se apaixona por ela, e a vê depois transformada numa mulher real. Através do mito de Pigmalião é explorada a ideia da «invenção do feminino». Partindo-se do Ovídio, e das várias traduções portuguesas e estrangeiras, fazendo da estátua um programa de computador e da Galateia um holograma. Já com Galateia materializada em pessoa, contesta-se a ideia de «mulher perfeita» perguntando-se porque é que a mulher há-de continuar a ser «inventada» pelo homem, em vez de ter o mesmo grau de realidade do homem. Do lirismo da homenagem ao mito, se caminhará para a crítica e ironia.
_Locais:Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães: 10 a 14 de Março.Theatro Circo, em Braga, de 18 a 20 de Março. Casa das Artes, em Vila Nova de Famalicão, 26 e 27 de Março.
Texto: Pedro Mexia; Encenação: Marcos Barbosa; Cenografia: Ricardo Preto; Figurinos: Susana Abreu;Desenho de Luz: Pedro Carvalho; Som e Música: Sérgio Delgado Elenco: Diana Sá e Emílio Gomes; Espectáculo no âmbito da rede Quadrilátero; Co-financida por QREN, ON-Operação Norte e União Europeia; Produção executiva: Teatro Oficina; Apoio: Centro de Computação Gráfica e Hypercube
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