CCG recebeu Comité de Inovação do Retalho SONAE

O CCG – Centro de Computação Gráfica – recebeu uma visita do Comité de Inovação do Retalho SONAE, no passado dia 17 de maio.

Enquanto parceiro da SONAE em diferentes projetos de inovação, o CCG abriu as suas portas para dar a conhecer algumas das tecnologias que está a explorar nos seus 4 domínios de investigação aplicada (CVIG, EPMQ, PIU e UMC).

Visita Sonae @ CCG

Por seu lado, a SONAE descortinou um pouco da inovação que está a ser preparada em logística entre os múltiplos ramos do grupo, nomeadamente em termos de cadeia de abastecimento, etiquetagem, integração de sistemas, video analytics, gestão de stocks, segurança e ergonomia dos trabalhadores, entre outros.

Parceria CCG – SONAE

O CCG está a desenvolver com a SONAE um projeto de realidade mista aplicada no contexto de logística de retalho alimentar. Este projeto permite otimizar a formação da atividade de picking, e melhorar os processos logísticos, entre outras vantagens.

O projeto de realidade mista do CCG foi escolhido recentemente entre centenas de projetos tecnológicos para estar presente na demonstração anual de resultados de 2017 da SONAE.

Entrevista SONAE – Tânia Calçada

No final do evento, enquanto se distribuía o “Retail Book of Innovation 2017” da SONAE, o CCG aproveitou para falar com Tânia Calçada, Innovation & Future Tech Area Manager da SONAE, sobre o tema do dia: inovação.

Entrevista Sonae CCG

CCG: A inovação está presente nas várias áreas de negócio da Sonae. Basta uma visita ao website da Sonae para encontrar números gordos e diferentes prémios relativos a inovação. Considera que a inovação é uma alta prioridade da Sonae?

Sonae: Sim, aliás a SONAE escolheu a inovação como um dos seus sete valores. Valores esses que balizam a forma como os colaboradores se relacionam entre si e com o exterior, o que mostra a importância que a inovação tem para a empresa. Para além disso, a inovação faz ainda parte da nossa missão de “levar os benefícios do progresso e da inovação a um número crescente de pessoas.”

CCG: É frequente na Sonae este tipo de visitas a centros de inovação como o CCG?

Sonae: Sim, é frequente e não está limitado ao perímetro da equipa de inovação. O facto da inovação ser um dos valores implica que as várias equipas têm essa responsabilidade.

Ao visitarmos o livro de inovação percebemos que a colaboração externa é procurada naturalmente pelas equipas destes projetos, recorrendo a parceiros como o CCG que os inspiram e posteriormente ajudam a concretizar as ideias.

CCG: Porquê esta visita ao CCG? É fruto de uma parceria que já se iniciou há um ano?

Sonae: Sim, é uma visita que nasce de uma parceria. De facto, nós temos vindo a trabalhar com o CCG já há mais de um ano, e conseguimos concretizar o primeiro projeto já em 2018 com um estudo relacionado com ergonomia. Mas, o CCG está correntemente a trabalhar em mais do que um projeto com a SONAE.

O projeto da realidade mista também já se efetivou e está a avançar, portanto, faz sentido mostrar que estamos a trabalhar de forma colaborativa.

CCG: O CCG esteve recentemente na demonstração dos resultados da Sonae de 2017, onde apresentou um projeto de realidade mista aplicada à formação no contexto de logística, a convite da Sonae. Do que conseguiu descortinar do CCG nesta visita, acha que poderão surgir novos projetos de inovação com a Sonae?

Sonae: Eu acho que sim. As visitas aos quatro grupos de trabalho foram muito enriquecedoras. O CCG teve o cuidado de escolher projetos demonstrativos com aplicação à realidade da SONAE, o que prendeu a atenção e interesse dos membros do comité. É de salientar a interatividade em algumas das demonstrações, o facto de serem os próprios investigadores a apresentar os projetos no local onde estes são desenvolvidos, e o agendamento de momentos para dar seguimento a alguns destes temas.

CCG: Considera que as tecnologias recentes da realidade virtual, da realidade aumentada e da realidade mista, tipicamente mais ligadas ao entretenimento, vão ser muito impactantes para as empresas?

Sonae: Julgo que sim. Profissionalizar tecnologias de entretenimento é algo que tem vindo a fazer história e que resulta do facto das empresas terem de se manter a par dos interesses de clientes e colaboradores seguindo tendências sociais e comportamentais. Mas o movimento também se faz no sentido inverso.

As tecnologias ligadas ao mundo dos jogos têm sido utilizadas com sucesso no mundo empresarial. Técnicas de ludificação, ou gamification, são hoje usadas para motivar e criar competitividade saudável. As realidades alternativas têm potencial para tornar o trabalho mais apelativo, eficaz e eficiente.

Eu penso que a aplicação das realidades alternativas nos negócios vai explodir quando os dispositivos, os head-mounted displays forem mais baratos e robustos. Fala-se de casos de uso com muito potencial, mas estes só vão ganhar escala quando o hardware for capaz de ter aplicabilidade em operações intensas, como é o caso da logística associada ao retalho. Se os dispositivos são ainda uma barreira, já para a produção de conteúdos temos visto exemplos de parceiros com muitas competências, como é o caso do CCG.