Câmara de Braga cria projeto para tornar a rua um espaço “inclusivo e sustentável”

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A Câmara de Braga está a desenvolver um “projeto de mobilidade pioneiro”, o ‘BSmartMob’, que prevê implementar um “troço de piso inteligente” na cidade tornando a rua um espaço o “mais inclusivo e sustentável possível”.

Aquele projeto, apresentado a 26 de abril, prevê transformar a rua que liga a Rotunda Santos da Cunha e a Rotunda da Estação de Comboios da CP (cerca de um quilometro de extensão) num “laboratório vivo” onde serão testados e desenvolvidos “semáforos inteligentes e passadeiras inteligentes” e soluções de piso capazes de “gerar energia”.

O ‘BSmartMob’ terá um custo estimado de cinco milhões de euros, sendo que a autarquia, em consórcio com outras entidades, está a desenvolver a candidatura daquele projeto à ‘Urban Innovative Actions’, uma linha de financiamento direta da União Europeia (que poderá financiar 80% da empreitada).

“Trata-se de um projeto cuja principal característica diferenciadora é o facto de reunir a investigação de excelência do INL, do CCG e dos centros de investigação da UM, com os produtos inovadores das empresas associadas, NOS, Siemens, UOU e Sernis. Esta junção entre investigação e tecnologia, aplicada de modo experimental num território que podemos considerar um laboratório vivo, permitirá certamente a criação de soluções inovadoras, que poderão, no futuro, ter uma abrangência mais alargada”, explicou na apresentação do ‘BSmartMob’ o vereador da Mocidade da autarquia de Braga, Miguel Bandeira.

Segundo uma das responsáveis pelo projeto, a arquiteta da autarquia Fátima Pereira, a referida rua “vai ter nas passadeiras sensores que vão permitir que um peão quando chega a uma passadeira não tenha que carregar no botão para alterar para o sinal para verde, as lombas e passadeiras vão mudar de cor com aproximação do peão e do automóvel”, exemplificou.

Alterações que, disse, vão promover a inclusão e a segurança: “O objetivo é tornar o espaço o mais inclusivo, o mais sustentável e o mais inteligente possível, testando no terreno tudo o que está em laboratórios”, referiu.

Além das passadeiras e dos semáforos inteligentes, outra inovação estará no piso daquele troço.

“A Universidade do Minho vai testar três tipos de pisos com produção de energia, seja pela passagem de carros, seja energia solar, seja pela passagem dos peões. As passadeiras vão dar origem à produção de energia que vai alimentar os semáforos e isto tudo”, explanou Fátima Pereira.

Com este projeto a autarquia pretende ainda “promover uma mobilidade sustentável no território, implementar uma gestão mais inteligente da cidade e promover o trabalho em rede entre município, instituições de investigação e parceiros empresariais para encontrar soluções de ponta que venham a melhorar a qualidade de vida da população e que, ao mesmo tempo, tenham implicações económicas bastante positivas para o concelho”, apontou o presidente da autarquia, Ricardo Rio.

O início das alterações naquele troço de via está previsto para 2018.


Fotos: Câmara Municipal de Braga [ver galeria]

Fonte: Diário de Notícias

26/04/2017